SOM NA CAIXA

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Um assunto polêmico na corrida de rua é o uso da música em treinos e provas.

Conheço gente importante que defende e outros que atacam os  fones durante a atividade.

Eu já fui mais fã, utilizei bem a música nos meus treinos. Principalmente aqueles na esteira da academia ou os longos solitários.

A rodagem fica mais confortável com algumas guitarras e batidas vigorosas, mas nos treinos intensos é praticamente impossível curtir o som. Nessas horas é preciso atenção total no gesto esportivo. Para mim é assim.

Atualmente uso o tocador apenas na musculação. E mesmo assim vivo me controlando para não perder a concentração na hora da força.

A ciência já comprovou que ouvir música na hora do exercício pode aumentar em até vinte por cento o rendimento da prática, por isso algumas provas ao redor do planeta proíbem o uso do estímulo sonoro.

E música é parte importante e fundamental do Fôlego, o programa de corrida de rua que comando na Rádio Bandeirantes todos os domingos às 8h30 da manhã.

Meu companheiro de apresentação é o Sérgio Patrick, que além de corredor tem ótimo gosto musical. Juntamos minha paixão por jazz e blues com a adoração dele por rock and roll e mais algumas pitadas de pop do nosso time de produção. O resultado disso é um acervo musical rico e estimulante para quem gosta de bons sons.

No link abaixo você pode conferir o playlist do Fôlego dos últimos cinco anos, relações feitas por mim e pelo Patrick e com muita colaboração dos ouvintes também.

Para quem gosta de correr ouvindo música é diversão garantida!

E você, se mexe com fone no ouvido? Qual é o som que te motiva?

http://radiobandeirantes.band.uol.com.br/sobre.asp?PDT=15&ID=49

Coma bem, corra bem, viva bem!

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Nota

Um dos meus prazeres na corrida é testar coisas novas. E os tênis se incluem nessa categoria. Colocar nos pés uma marca nunca antes experimentada é algo que me motiva. Tenho as minhas preferências com marcas e modelos, mas estou sempre atento às novidades.

Na olimpíada de Londres no ano passado o volume de trabalho não me permitiu desbravar muitas lojas de esportes, o máximo que conseguia era ir da base do Grupo Bandeirantes de Comunicação até o shopping Westfield Stratford City, ao lado da Vila Olímpica. No gigantesco centro de compras, o melhor lugar para se comprar tênis era uma local que não oferecia grande variedade de marcas e numeração, mas tinha preços ótimos porque funcionava como uma espécie de outlet.

Eu me sinto mais seguro com os modelos mais estruturados, com bom nível de amortecimento, por isso procurei o modelo 1080 da New Balance, que foi muito bem avaliado pela Runner’s americana,  mas nos 30 dias de Londres não consegui encontrar o meu número.

Então optei por esse New Balance 780 v2, uma marca que nunca havia usado. Esse modelo, mais leve e com menos amortecimento, não é comercializado no Brasil e a fabricação é no Reino Unido mesmo, nada de Taiwan, Malásia e afins.tenisEstou usando este NB desde setembro do ano passado e gostando bastante. O 780 v2 é para ser usado em treinos curtos ou rápidos e em provas, e também por quem está com o peso correto, isso se você não é adepto da corrida descalça ou dos tênis minimalistas.

O 780 v2 me surpreendeu positivamente pela entrega honesta e bom desempenho para quem tem pisada neutra.

A única mudança que fiz foi sacar esses cadarços na cor laranja – de gosto duvidoso – e colocar um par azul, combinação bem melhor e mais discreta.

Como a tarefa de ir à terra da rainha ao encontro do 780 v2 não é acessível a todos, vale a pena procurar por um modelo similar da marca aqui mesmo no Brasil.

Preço do produto em Londres, um dos lugares mais caros do planeta: 55 libras, ou algo em torno de R$ 170,00.

Coma bem, corra bem, viva bem!

 

 

Nota

Saindo de casa para correr a Meia da Corpore no último domingo ouvi o conselho da minha mulher: “Pega leve porque a maratona de outubro é o objetivo”.

A preocupação dela tinha procedência. Seis dias antes, durante um treino na USP, a panturrilha da perna direita me fez interromper a corrida. O trabalho com gelo foi tão intenso que até uma queimadura, com direito a bolha e tudo o mais surgiu no local.

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Mas uma frase do Cláudio Castilho, meu treinador, também martelava lá no fundo: “Senta a botina na Meia, Capri!” O Cláudio sabia que eu vinha de uma boa sequência de treinos, mas não havia dito a ele do meu desconforto muscular porque ele estava em algum lugar do planeta com os atletas da seleção. E se dissesse, certamente o discurso mudaria. Tudo o que eu não queria ouvir…

Há uns bons anos não corria essa prova, mas a Corpore capricha na organização, a largada em ondas é ótima, o percurso é plano e o clima estava perfeito, 16 graus e uma típica garoa paulistana. Não consegui largar na frente e peguei muita gente mais lenta no início, estava rodando a 5′ por quilômetro.

No quarto quilômetro acertei o ritmo e baixei para 4’30”. Porém, no quilômetro seis senti uma fisgada e uma bola do tamanho de um limão surgir no músculo posterior da coxa esquerda. Travei. Um pouco mais à frente o amigo Bruno Vicari passou por mim e eu já cogitava a chance de abandonar pela primeira vez na vida uma prova. A dor ia aumentando e então comecei a negociar com a mente. Havia acabado de cruzar a Praça Panamericana, estava longe da largada e voltei para a marca de 5′ por quilômetro para tentar recuperar o músculo.

Seguia concentrado e trabalhando a cabeça para não desisitir. Lembrava das frases da Bete e do Cláudio; razão e emoção. Ouço alguém me chamar. Era o Daniel Carvalho da agência Rent a Tour, com quem viajei para os Estados Unidos no início de 2013. Um papo rápido é sempre bom para tirar a cabeça do problema. Um ouvinte do Fôlego se aproxima, se apresenta, faz festa, cita o Palmeiras e volto a me concentrar na prova. Passo os 10K em 47 minutos, cumprimento mais um amigo, o Adriano Carvalho, da Open, e a dor na coxa começa a sumir. Incrível! Valeu a pena insistir.

Retomei o ritmo de 4´30″ por quilômetro e comecei a fazer contas para baixar meu recorde pessoal na distância obtido na Meia da Disney em janeiro (1h38m50s). Soma daqui, tira dali e o eventual recorde viria apertado, justo.

Na volta ao campus da USP, passo pelo quilômetro 13 com 1h01m no GPS e a cabeça nas contas. Apesar de não sentir dor o músculo da coxa dava sinais de que estava ali, prestes a ressucitar se fosse preciso. Tinha que administrar o tempo e a dor e resolvi segurar um pouco a intensidade e a rodar a 4’45” o quilômetro.

Já na Avenida Politécnica,  aumentei o ritmo. Faltavam menos de 6000 metros e a luta contra o relógio seguia firme, quebrar o recorde pessoal seria uma questão de segundos, poucos segundos. A Politécnica é um ponto crítico das provas paulistanas, especialmente nos dias de sol, por causa da aridez do local. Mas com a garoa, aquele retão passou a ter um papel importante na obtenção da marca.

Retorno à USP e restando menos de dois quilômetros vou para o último esforço, um sprint final. Tiro os olhos do GPS para não perder a concentração, acelero o máximo que posso e busco os últimos litros de oxigênio nos pulmões. O pórtico de chegada se aproxima, as tendas das assessorias chegam, muita gente incentivando e finalmente toco o tapete.
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Por 22 segundos o recorde não veio. Fechei com 1h39m12s. Tempo suficiente para me deixar satisfeito por causa dos problemas enfrentados, mas certo de que poderia ter diminuído em pelo menos dois minutos se tivesse largado na frente e se não fosse obrigado a segurar o ritmo para não agravar a dor no músculo da coxa.

Mas o que mais me deixou feliz foi terminar a Meia e sentir pela primeira vez a sensação de que se precisasse encarar mais 21K não seria tão assustador assim. Nas outras vezes sempre terminava com a impressão de que dar mais uma volta seria quase impossível.

Domingo que vem tem mais, nas 10 milhas da Mizuno.

Coma bem, corra bem, viva bem!

A DISNEILÂNDIA DOS CORREDORES

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Esqueça shopping center, outlet ou os famosos magazines. Em Orlando, nos Estados Unidos, centro de compras de corredor tem nome: Track Shack. A loja – sim uma loja, nada gigantesca – fica afastada da área preferida pelos milhares de brasileiros que invadem a cidade, e também por isso vale a pena o esforço para visitá-la.

Ali é possível encontrar de tudo relacionado a corrida, mas como não se trata de uma rede  e sim loja única, os preços de algumas mercadorias podem ser um pouco superiores aos praticados em outros lugares. Mas no exterior, mesmo o ligeiramente mais caro ainda fica muito mais barato do que qualquer coisa comparada com o Brasil.

De suplementos a vestuário; de tênis (uma variedade enorme de marcas e modelos) a acessórios, uma equipe especializada de vendedores tira as dúvidas e orienta na hora da compra. O lugar é muito simples, porém quem está ali não se interessa pelo luxo, mas sim no que há de melhor para atender as necessidades da corrida.

E se você for na semana seguinte à Maratona da Disney ainda é possível se inscrever para uma prova beneficente de 5K dentro dos parques da Universal, a Dick Batchelor, Run for the Children, ali mesmo na Track Shack, ao custo de US$ 25,00. Faz a inscrição e pega o kit na hora. É diversão garantida.

Se quiser passar vontade e sentir o respeito com que tratam do assunto desde 1977, dá uma espiada no site – http://www.trackshack.com – e vá guardando dinheiro para aproveitar esse parque de diversões na próxima viagem a Orlando.

Com André Savazoni e Renata Arap retirando o kit da prova beneficente.

Com André Savazoni e Renata Arap retirando o kit da prova beneficente.

 

Coma bem, corra bem, viva bem!

EU TÔ VOLTANDO

Após um longo período inativo, eis que o blog está sendo reativado. Não deixei este espaço por desinteresse ou falta de assunto, ao contrário, jornalista nunca fica sem pauta. O problema que me tomou foi a boa e velha falta de tempo para sentar em frente ao computador e relatar os acontecimentos do cotidiano.

Mas como estou disciplinado para encarar minha primeira maratona dia 13 de outubro em Buenos Aires, resolvi estender essa aplicação também no blog.

O sonho da maratona é antigo, mas sempre havia algo impedindo. Em 2006 estava inscrito na maratona de Nova York, mas uma lesão não permitiu que fizesse os 42K. De lá para cá foram apenas planos, várias Meias e o trabalho crescendo.

Agora, minha vida está mais organizada, por isso, após a meia da Disney em janeiro, resolvi retomar o projeto da maratona.

O planejamento com o Cláudio Castilho já começou. No próximo domingo faço a Meia Internacional de São Paulo e sigo até junho afinando o trabalho de força, para então começar para valer os treinos específicos para a prova portenha, a melhor maratona do Brasil, segundo relato de vários amigos que já correram pelas ruas da capital argentina.

E é evidente que a partir de agora nossos encontros neste espaço serão muito mais frequentes. Tanto para falar da sequência da preparação, como para detalhar o movimento da corrida de rua no Brasil que não para de crescer, felizmente.

Ótima semana!

Coma bem, corra bem, viva bem!

VAI PAULISTA!

Há um ano publiquei no blog um texto lamentando e criticando a mudança do local de chegada da São Silvestre. Da Avenida Paulista, a mais tradicional corrida de rua do Brasil chegaria no Parque do Ibirapuera. Uma catástrofe.

Pois bem, um ano depois, volto aqui para celebrar o retorno da linha final ao ponto tradicional, a avenida dos paulistanos.

Não sei o peso que o grupo que formamos para protestar contra a alteração teve nesta medida, isso não importa. O que vale é que a organização soube reconhecer a falha e teve a humildade de recuar. E isso não é demérito, ao contrário, mostra a preocupação dos responsáveis em atender o interesse da maioria e oferecer conforto aos consumidores. Parabéns à Fundação Cásper Líbero e à Yescom.

O novo horário de largada – 9 horas da manhã – também pode ser uma boa novidade. Temperatura mais amena, menor risco de chuva e possibilidade dos participantes que vem de fora de São Paulo conseguirem retornar a tempo de festejar a virada do ano com a família.

Quero agradecer meus companheiros do grupo São Silvestre na Paulista pelo tempo dedicado à causa, pelos encontros, reuniões, debates e discussões que nos fortaleceram, além de afinar a amizade. Nosso auge foi o treino-protesto no percurso original da SS, em pleno feriado de finados do ano passado, às 7 da manhã, com frio e a presença ilustre entre as centenas de “rebeldes” de José João da Silva, o bicampeão da prova, e o senador Eduardo Suplicy.

E para celebrar esta ótima notícia, posso dizer que vou voltar a correr no dia 31 de dezembro na Avenida Paulista com orgulho e muito feliz, sabendo que uma tradição foi respeitado em benefício do esporte, dos corredores e da principal interessada: a São Silvestre.

Coma bem, corra bem, viva bem!

JOELMA

 

Em setembro de 2010, um mês antes do Desafio 600K da Nike, uma lesão muscular ameaçou me tirar da prova. O problema era sério e me deixou preocupado em perder a corrida.

O amigo Harry Thomas Jr. percebeu minha apreensão e coxixou no meu ouvido:

“Vai na Joelma, a Joelma conserta tudo!”

Meio espantado, perguntei ao Harry quem era a Joelma e ele me explicou:

“A melhor massagista de São Paulo”.

Não dei muita confiança naquilo, consegui correr o revezamento sem dor e comemorei o feito.

No ano passado um desconforto na musculatura intercostal me tirou o sono literalmente, não conseguia dormir bem e os treinos ficavam prejudicados.

Irritado com o quadro desestimulante de muitas dores e medicamentos, me lembrei do conselho do Harry e liguei para a Joelma Silva.

Bastou uma sessão de massagem desportiva com as mãos firmes dessa pernambucana para que o incômodo sumisse.

É impressionante a força e a habilidade da Joelma. Durante uma hora ela vai ajustando os músculos, alinhando o corpo, colocando no lugar o que causa dor e desconforto.

A massagem ganhou reconhecimento científico como método eficaz para recuperação pós-atividade física e a Joelma é das melhores profissionais para não deixar a ciência mentir.

Coma bem, corra bem, viva bem!